| Situação |
Com apenas 56,3 mil quilômetros quadrados, terceiro estado na ordem ascendente de superfície, a Paraíba tem situação privilegiada - ocupa o centro geográfico do Nordeste, no extremo oriental do continente. Essa localização é duplamente vantajosa, por oferecer facilidades de acesso tanto aos mercados regionais quanto europeus e constituir ponto de interseção de grandes eixos nacionais e internacionais de transporte.
|
| Economia |
A economia paraibana se destaca pelo dinamismo, a despeito da ocorrência, em período recente, de um ciclo particularmente longo de secas. Tem apresentado taxas anuais de crescimento superiores à média do país e mesmo da região, com ênfase na expansão do setor industrial. Investimentos em novas empresas e em projetos de ampliação vêm consolidando complexos industriais tradicionais e modernos, como o de minerais não metálicos, têxtil, calçados, cerâmica e informática.
|
| Desenvolvimento |
As transformações operadas no quadro histórico de atraso resultam das ações articuladas em duas grandes frentes de intervenções:
 |
A criação de infra-estrutura moderna de serviços de apoio à atividade empresarial, difusa pelo território ou concentrada em áreas específicas (distritos industriais); abrange no mesmo padrão de eficiência todos os serviços essenciais como transportes, energia, água e esgoto, comunicações, crédito, ciência e tecnologia, extensão rural e formação de recursos humanos. |
 |
A oferta de incentivos fiscais e financeiros nas diversas esferas de governo, mantida com regularidade pelas administrações sucessivas, e criando para a região, Paraíba em particular, um forte diferencial de vantagens comparativas em relação ao Sudeste do país; os incentivos envolvem, no âmbito da SUDENE, a dedução do imposto de renda devido pelas pessoas jurídicas, participação acionária do FINOR, isenção parcial do imposto de renda por 10 anos para novas empresas e as linhas de financiamento do sistema de crédito oficial a juros subsidiados; no âmbito estadual, o financiamento do ICMS pelo prazo de até 10 anos, com desconto de até 80% na amortização e o apoio financeiro do fundo estadual de desenvolvimento (FAIN), além de facilidades na obtenção de terrenos, na construção de galpões industriais e na instalação dos serviços de apoio. |
|
| Infra-estrutura de Alto Nível |
Além da situação estratégica, a Paraíba se distingue no cenário regional pelo nível técnico, grau de integração e qualidade de sua infra-estrutura de apoio ao investimento. O alto padrão dos serviços oferecidos tem o reconhecimento geral e garante à s empresas as condições básicas requeridas para o seu bom desempenho operacional. O suporte técnico-locacional construído se acha disponível em qualquer parte do território ou concentrado em áreas especialmente equipadas para esse fim, os distritos industriais, presentes nos principais pólos de desenvolvimento do estado.
Facilidades locacionais diretas são enriquecidas à medida que a estrutura produtiva se adensa e diversifica, gerando novas facilidades de aglomeração. A densidade já adquirida por complexos empresariais consolidados e em expansão eleva o conteúdo das relações inter-empresariais e propicia economias externas crescentes. |
| Estradas |
É reconhecida pelos usuários a alta qualidade do sistema rodoviário paraibano. São mais de 5800 km de rodovias, das quais uma extensão superior a 1500 km recebe capeamento asfáltico. A malha viária estadual integra os municípios paraibanos e oferece acesso satisfatório a todos os pontos da região e do país. Comanda o sistema alguns eixos viários de importância nacional - a BR-101, a grande via litorânea que interliga Natal, no Rio Grande do Norte, a Porto Alegre, no Rio Grande do Sul; a BR-230, Transamazônica, que tem origem no Porto de Cabedelo e alcança a região amazônica; a BR-104, que corta o Estado no sentido Norte-Sul, sobre o Planalto da Borborema, afora outras BRs classificadas como estaduais transitórias, por fazerem conexão com os eixos viários principais.
Veja aqui >> Mapa rodoviário do Estado da Paraíba
O trecho João Pessoa - Campina Grande, da BR-230, está sendo duplicado para assegurar maior fluidez ao volume crescente de tráfego entre os dois principais centros urbanos do Estado.
A Companhia Ferroviária do Nordeste, com 720 km de linhas na Paraíba, tem traçado longitudinal e litorâneo, fazendo a conexão entre Cabedelo - João Pessoa - Campina Grande e as cidades de Fortaleza, Natal e Recife. É utilizada principalmente no transporte de cargas. |
| Aeroporto |
A capital é servida pelo Aeroporto Castro Pinto, a 11 km de distância do centro urbano e a apenas 4 km do seu Distrito Industrial, o mais importante do Estado. Tem pista de 2515 metros de extensão por 45 metros de largura, oferecendo condições adequadas à operação de aviões de grande porte. Nele operam linhas regulares do transporte doméstico, com vôos diários da Varig, Vasp, Nordeste e Tam, e serviços internacionais do sistema charter.
Campina Grande, segundo centro do Estado em importância econômica, é servida pelo Aeroporto João Suassuna, vizinho ao Distrito Industrial. A pista tem extensão de 1600 metros por 44 de largura, sendo compatível com aeronaves do tipo Boeing 737 e 727 e menores. Opera com vôos diários para Recife, Brasília e outras regiões do país.
A cidade de Patos dispõe de aeródromo com pista de 1600 metros. Nele operam serviços aéreos diários de conexão com João Pessoa e outras localidades do estado e da região. |
| Porto de Cabedelo |
Localizado a 18 km de João Pessoa, é a instalação portuária mais oriental do país. Opera com as menores tarifas da região, em virtude do processo de modernização a que foi submetido em período recente. Está equipado para a movimentação de cargas gerais e containers, tendo adquirido recentemente equipamentos modernos para carga e descarga e de conservação a frio. Oferece capacidade de atracação para navios entre 15000 e 30000 Toneladas de Peso Bruto - TPB e dispõe de área livre de 150 mil metros quadrados para construção de armazéns e depósitos de containers. Graças à operação de empresas internacionais de grande porte, o porto está se convertendo em um dos maiores entrepostos de pesca do Brasil (atuns e afins).
|
| Energia |
A elétrica é fornecida por duas concessionárias da CHESF, ambas privatizadas: CELB em Campina Grande e entorno, e SAELPA em João Pessoa e resto do Estado. O horizonte de suprimento garantido pelo sistema CHESF foi ampliado com a entrada em operação da Usina Hidrelétrica do Xingó. Através do Programa COOPERAR, de combate à pobreza, o Governo do Estado leva a energia elétrica a toda zona rural, introduzindo fator estratégico ao processo de modernização das atividades agropecuárias.
O acesso da energia elétrica pelas empresas é prontamente assegurado pelo Governo Estadual, principalmente nos distritos industriais. Nova alternativa energética é oferecida, como resultado da instalação do gasoduto da PETROBRÁS, que transporta o gás natural desde os campos produtores do Rio Grande do Norte até Recife, passando por João Pessoa. Em estudos sua extensão até Campina Grande. Para reforço da oferta do sistema CHESF, será construída uma usina elétrica à base de gás natural (imediações de João Pessoa). |
|